domingo, 11 de novembro de 2007

O quê do mundo...


Circunstâncias me fazem pensar em um outro mundo. Momentos visivelmente inócuos que descredibilizam a teoria do caos e põem á prova a reputação já maculada desta terra me fazem crer que as pessoas diferentes hoje são as que são centradas no seu próprio caráter e certas em suas convicções. Muitos se perdem e choram hoje por não se assegurarem nas suas próprias certezas, por se afagarem nas inconstâncias dos outros, por terem como norte um porto fantasma...
O outro mundo se divide em uma linha tênue e mansa...A felicidade está no centro de seu ser, de suas certezas, de suas convicções. Os seus desprazeres te engrandecem, suas experiências te tornam sábio...suas desavenças te tornam grandes e forte, e o seu ego se torna brisa bela e trancendental.
Talvez não seja aquele o meu mundo, ele não me atrai, suas linhas são tortas, sua fonte é amarga, suas raízes foram esquecidas. Talvez o céu esteja cinza, talvez os anjos fiquem tristes com a situação, mas eu sei, sei que não está certo.
Posso a partir de agora ser lírico e poético, posso fazer minhas frases se encontrarem com a musicalidade da emoção, pois os mundos se encontram, diferentemente de outrora, quando eram um só plano...
E os sonhos da terra entoam as suas vontades... A insanidade tem a sua máscara, a verdade é suja, e o meu mundo...ilusão.
Ainda que eu caminhe na contramão, seja completamente ao contrário do que se vê e se pensa, serei feliz por ser eu, do meu jeito. Minhas palavras são fortes, o meu silêncio eficaz, minhas vontades talvez excêntricas...
Mas meu lirismo se perfaz humano, meu coração ainda pulsa retumbante, e minhas palavras , ao léu, não alcançarão o porto fantasma, talvez por falta de força, talvez por falta de graça. Mas não deixarei meu mundo, meu certo mundo...

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